Poesias - Cidade de Socorro


A águia, o passarinho e o 27 de setembro

Depois de nascer em local rude e de difícil acesso, de ser largada por sua mãe de uma grande altura para aprender a voar... Depois de intrépidas e destemidas atuações, num certo ponto de sua exuberante vida, a águia, que atinge a casa dos 70 anos, transforma sua rotina. 

Por uma nova fase, ela deixa para trás sua vida de vôos esplendorosos e ampla visão, invejável para qualquer passarinho. E se ela permitir ser observada nesse período, frustrará seu observador. Por quê? Porque nesta fase da vida a águia terá arrancado suas penas, atingido a rocha com seu bico até perdê-lo, e suas garras também não mais existirão.

Esse processo não parece muito diferente do qual Socorro vive às vésperas desta eleição. Você leitor pode estar se perguntando: mas o que é que isto tem a ver com o dia 27 de setembro? Chegaremos lá.

Você, jovem que ontem era só uma criança, certamente não se recorda de quando esta cidade começou a tomar forma num cenário tão rude como o que abrigou o bebê águia. Um cenário de difícil acesso financeiro onde nem o funcionalismo público recebia seu salário em dia para injetar o seu quinhão na economia da comunidade.

Como a maioria dos pássaros que não vivem o mesmo processo de vida da águia, é possível que o jovem socorrense não faça ideia de que, há pouco tempo atrás, Socorro deixou o penhasco inacessível no qual vivia, para começar a voar. Certamente seus pais se recordam e podem contar-lhes com detalhes. Mas, voltemos à águia, ao passarinho e ao 27 de setembro.

Quando a cidade começou a arriscar-se nos seus primeiros vôos, em 2001, Socorro possuía 17 empreendimentos na área de hospedagem e 450 trabalhadores atuando em áreas dirigidas ao atendimento do turista. Hoje, são 38 empreendimentos de hospedagem e o número de funcionários na área, alcançou o índice de 1.143 pessoas.

O funcionalismo público, que ainda não alcançou o salário ideal, passou a contar com sua pontualidade para poder cumprir compromissos assumidos ou satisfazer seus anseios de consumo.

Hoje, a cidade possui, pelo menos, 350 pessoas aprendendo música nas salas do Guri, do Conservatório Musical ou na oficina de música do Centro Cultural; três orquestras de violas e grupo de Congada destacando-se em eventos como o Revelando São Paulo; Socorro “arrancou suas velhas penas”. Chocou-se a rochas até reconhecer seu maior predicado: Caminhos da Natureza.

E com novas e potentes garras alterou o seu perfil social. 

Conquistou mais de 260 moradias para a população de baixa renda; investiu no serviço diferenciado de saúde; potencializou a qualidade da alimentação da Rede Municipal de Ensino; garantiu assistência às famílias desfavorecidas e aos idosos; e ainda criou um diferencial para a cidade que a tornou referência no cenário turístico do país, no que diz respeito à inclusão social do deficiente físico ou da pessoa com mobilidade reduzida. 

Como uma Fênix, Socorro ressurgiu entre as Estâncias que compõem o Circuito das Águas com uma potência que lhe rendeu Prêmios e Méritos até então inimagináveis.

Mas você, leitor, ainda deve estar se perguntando, o quê tem tudo isso a ver com o 27 de setembro?

Tem que, em reconhecimento à importância do turismo para o bem estar da saúde moral, social e cultural do homem, em 1980, na Espanha, esta data foi escolhida pela Organização Mundial de Turismo, para comemorar o “Dia do Turismo”.

Observando a propulsão que no perpassar dos últimos anos o setor deu à cidade, nada como retribuir lembrando com carinho que o dia 27 de setembro é o Dia Internacional do Turismo. 



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